Terça-feira, 29 de Março de 2011
Semana da Leitura

                               Concurso de Poesia

                     Declamação de Poemas 22 de Março

 

No âmbito da Semana da Leitura, realizou-se no passado dia 22 de Março, um Concurso de Poesia cujo principal objectivo foi promover a leitura.

Esta actividade consistiu na declamação de poemas de autores amarantinos, cujos temas se relacionam com o Ano Internacional das Florestas, o ambiente e sustentabilidade e nomeadamente com a água, pois nesse dia comemorou-se o Dia Mundial da Água.

O concurso destinou-se a todos os alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico desta escola e nele participaram aproximadamente quarenta alunos.

Deve-se ressalvar que tal concurso só foi possível graças à colaboração dos professores de Língua Portuguesa dos 7º, 8º e 9º anos que divulgaram o concurso, incentivaram os alunos a concorrer e os ajudaram na preparação da declamação do poema.

Agradece-se a participação dos alunos do 12ºCLH, que por estarem a tratar o tema de Língua Portuguesa em Área de Projecto também colaboraram nesta actividade

como júri e na entrega de prémios.

                                      Concurso de Poesia

VENCEDORES

Menções Honrosas

                                7º Ano                                           

  Vencedor:   Sara Filipa Paredes Magano, da turma B

Menção Honrosa:  Carlos Manuel Moura Costa, da turma D

                

                                             8º Ano

  Vencedor:   Ana Sofia da Costa Almeida, da turma C

Menção Honrosa:  Débora Susana Mendes Gonçalves, da turma E

 

                                             9ºAno

 Vencedor:   Joaquim José Ribeiro Teixeira, da turma E

 



publicado por BE Lerporquesim às 21:16
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 28 de Março de 2011
Semana da Leitura

A nossa Semana da Leitura terminou e, em jeito de balanço, as actividades

decorreram com o entusiasmo dos intervenientes, e constatou-se que foram

variadas e destinaram-se a diversos públicos. Aqui ficam alguns momentos

da semana.

     Professora Elsa Cerqueira na apresentação do livro do Luciano Pires    Confissões de uma existência

 

    7ºA - Encenação da História de Vanina e Guidobaldo,

  do Cavaleiro da Dinamarca

 

Partilha de Leituras entre a Universidade

Sénior e o 10º PTT, com o apoio da Prof. Cristina

Coutinho

    Professora Cristina Coutinho e Ricardo Branco

    na apresentação do livro deste, Amor Combate

               Fragmento da Tertúlia ao Luar

 



publicado por BE Lerporquesim às 13:40
link do post | comentar | favorito

Domingo, 27 de Março de 2011
Dia Mundial do Teatro

 

           Teatro Epidauro-Grécia- sec. V                        Teatro S. João - Porto - 1798

                  Hoje é o Dia Mundial do Teatro.

Sabes que, tradicionalmente, se aceita que o teatro surgiu na Grécia. Inicialmente, as

representações aconteciam em qualquer praça pública, particularmente por ocasião das

festas ao deus Dionísio. Tépis, considerado como o inaugurador da tragédia, passeava

os seus poemas num carro. Percorria as festas dionísicas, transportando numa carroça,

o escasso material cénico, formava um coro e, no dia da festa, exibia a peça simples, a que

o público assistia de pé ou sentado, consoante as possibilidades.

Mais tarde, construiram-se degraus de madeira e, por fim, de pedra. Os grandes teatros

de pedra só surgem no sec.V. (Cf. O Teatro Grego, António Freire)

Para comemorarmos o dia, deixamos aqui um excerto de uma das mais famosas obras

teatrais, Hamlet(1602), de W. Shakespeare. 

                        (...)

                     Espectro

Eu sou a alma de teu pai, condenada por certo tempo a vaguer de noite e a

alimentar o fogo durante o dia, até que se extingam e fiquem purgados os torpes

crimes que em vida pratiquei.(...) Escuta, escuta! Oh, escuta! Se tiveste algum dia

amor ao teu querido pai...

                        Hamlet

Ó Deus!

                        Espectro

 Vinga-o do seu infame e monstruoso assassínio.

                        Hamlet

Assassínio!

                        Espectro

Un assassínio infame, como é sempre o assassínio; mas este é ainda mais infame,

horrendo e monstruoso!

                        Hamlet

Que eu saiba depressa, para com asas tão velozes como a fantasia ou os pensamentos

de amor, corra a vingar-te!

                         Espectro

(...) Mas tu fica sabendo, nobre moço, que a serpente que tirou a vida ao teu pai

cinge agora a sua coroa.

                          Hamlet

Bom mo dizia o coração!...O meu tio!

                          Espectro

Sim, esse monstro incestuoso, essa besta adúltera, com a magia dos seus dons,

com as suas pérfidas manhas- oh, dons malditos, malditas manhas, que têm tal

poder de sedução!- dominou com a sua vergonhosa lascívia a vontade daquela que eu tomei pela minha casta rainha!...Oh, Hamlet, como pôde ela esquecer-se! De mim, cujo amor foi tão sublime(...)

 

 



publicado por BE Lerporquesim às 22:36
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 24 de Março de 2011
Semana da Leitura
 

 

 

 

Ouve lá, Pedrinho: teríamos coragem de nos aturarmos, poderíamos ser tão inseparáveis como somos, se não fossemos amigos? Para que brigamos, então? Há lá coisa melhor do que a amizade? Temos a obrigação de a defender de nós próprios. Eu sei perfeitamente que os teus modos truculentos ou desdenhosos são produto da tua educação do colégio onde, provavelmente, foste uma espécie de soba....) Não consentes que te belisquem e, no entanto, como gostas de ferir os outros! Não poupas ninguém e muito menos os amigos. E quando digo amigos, penso logo em mim. Porque eu sou teu amigo, Pedrinho, e não poderia deixar de sê-lo. Sinto-me bem em saber que tenho amigos e que tu és um deles. Mas gostaria de que a nossa amizade não tivesse sombras. Que dizes? Vamos selar, com um abraço, uma vida nova?

Fernando Namora, Sete partidas do mundo

 

 



publicado por BE Lerporquesim às 22:05
link do post | comentar | favorito

Semana da Leitura- a voz dos alunos

Em Semana da Leitura, previlegiamos também os nossos alunos. Continuamos a dar destaque à sua voz, à sua palavra plasmada no texto.  Essa expressão de uma intimidade que habita em todos nós, mas que só alguns atrevem a trazer à luz do mundo.

Sinto

"Abro a janela e sinto a respiração do ar. Sinto-a de forma sombria e imersa que me exalta de forma a perseguir o meu instinto até ao topo da minha satisfação. Não sou mais do que um nada que na presença de um tudo se sente confortável. Não sou mais que um eco da minha própria existência. Reajo por aptidão, cheiro por não me sentir acomodada e sinto porque há sempre algo que marca a diferença.

O que sinto ao escrever é a adrenalina de me poder expressar de forma minuciosa e pacífica. O que tu sentes ao ouvir isto é que se torna uma incógnita e um desafio. No entanto, eu sei que ao longo de cada frase vibras tal como eu. Reagindo a cada palavra como se fosse o primeiro passo e ouvindo-a como se fosse um sopro qualquer que vem de um qualquer lugar com uma qualquer finalidade.

Dou por mim louca pela direcção dos sentimentos! Por vez, o sentido que exponho, em cada frase, não é o exposto e, na realidade, o entusiasmo que tanto mergulha nas curvas de cada palavra, passa por cima de metade do que quero dizer. Vejo-me cada vez mais curvada e cada vez mais próxima do charco que me absorve progressivamente. Arrisco-me a perder a paciência e a pensar que os teus pensamentos me invadem a mente com o único objectivo de os sentir. A denotar que cada emergir e soluço que dás, cada suspiro e subida de tom coincide com eu ser a dona do teu mundo, a dona do teu destino.

Provavelmente não passa de uma loucura que me deixa incansavelmente sentida e, dessa forma, consigo sentir o teu mais minucioso toque e devaneio ao teu mais vasto arrepio e choro."           

                                                              Sofia Martins, 10CLH

 

                 Rapariga à janela, Salvador Dali                                    

 



publicado por BE Lerporquesim às 00:35
link do post | comentar | favorito

Semana da Leitura

Em Semana da Leitura, deixamos o belíssimo poema de Fernando Pessoa, Tabacaria,

dito por Pacman, vocalista dos Da Weasel.

Para reflectires...

 



publicado por BE Lerporquesim às 00:25
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 21 de Março de 2011
Semana da Leitura - Dia Mundial da Poesia e da Floresta

 

Esta semana vai decorrer a Semana da Leitura. Actividades variadas vão acontecer

na escola. Da leitura, ao concurso de declamação, passando pela colaboração com

a Universidade Sénior, e pela apresentação de obras de autores amarantinos,

muito haverá para contar na ESA.

21 de março, Dia Mundial da Floresta e também Dia Mundial da Poesia.

A natureza foi e continua a ser musa inspiradora para a criação artística. Muitos

foram os poetas que a quiseram traduzir em palavra, exprimir estados de alma

motivados pela contemplação dos imensos belos que nos rodeiam.

 

 

 


 

O que É Perfeito não Precisa de Nada


Sim, talvez tenham razão.
Talvez em cada coisa uma coisa oculta more,
Mas essa coisa oculta é a mesma
Que a coisa sem ser oculta.

Na planta, na árvore, na flor
(Em tudo que vive sem fala
E é uma consciência e não o com que se faz uma consciência),
No bosque que não é árvores mas bosque,
Total das árvores sem soma,
Mora uma ninfa, a vida exterior por dentro
Que lhes dá a vida;
Que floresce com o florescer deles
E é verde no seu verdor.

No animal e no homem entra.
Vive por fora por dentro
É um já dentro por fora,
Dizem os filósofos que isto é a alma
Mas não é a alma: é o próprio animal ou homem
Da maneira como existe.

E penso que talvez haja entes
Em que as duas coisas coincidam
E tenham o mesmo tamanho.

E que estes entes serão os deuses,
Que existem porque assim é que completamente se existe,
Que não morrem porque são iguais a si mesmos,
Que podem mentir porque não têm divisão [?]
Entre quem são e quem são,
E talvez não nos amem, nem nos queiram, nem nos apareçam
Porque o que é perfeito não precisa de nada.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

 

 


 

 

 



publicado por BE Lerporquesim às 13:57
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 17 de Março de 2011
Censos 2011- Colabora

Porque temos que saber quantos somos e em que condições somos, o Instituto

Nacional de Estatística apela a que todos os cidadãos se disponibilizem para

responder a um inquérito, a partir do dia 21, dia dos Censos 2011.

A resposta individual de cada representante de família é importante para que se

trace um retrato rigoroso da população.

Através da internet ou em papel, os inquéritos devem ser respondidos entre os

dias 21 de Março e 10 de Abril.

Mais informação no site oficial, do instituto Nacional de Estatística.



publicado por BE Lerporquesim às 00:34
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 15 de Março de 2011
Vozes

"Nunca vou ter tempo para escrever tudo o que queria (.). A sensação que tenho

é que somos intermediários entre duas instâncias que nos excedem, que nos

ultrapassam, que não entendemos. Eu sei que vou morrer, mas tenho de continuar

a trabalhar, para que o meu trabalho fique e os meus livros continuem a interpelar

as pessoas»      Antonio Lobo Antunes, na apresentação de Sôbolos,Rios que Vão, Museu da Água


                        Salvador Dali,

                   A persistência da memória

 



publicado por BE Lerporquesim às 11:55
link do post | comentar | favorito

Livro do Mês

Neste mês, a BE põe em destaque o mais recente livro de António Lobo Antunes, Sôbolos, Rios que Vão". José Gil, filófoso português, referiu-se-lhe como uma "uma meditação sobre a morte".

Antoninho, ou Sr Antunes, confronta-se com uma operação a um tumor no intestino, e nessa desventura da doença, enfrenta a revisitação da sua vida, entre a recordação de momentos idos e a humilhação da doença, numa reflexão a cerca da vida e da morte. É, talvez, o mais autobiográfico dos livros deste autor português.

"Via caras e não conhecia ninguém, falavam-lhe e não escutava, ocupavam-se dele e não era dele que se ocupavam, o nome que julgava seu de um estranho, o corpo que cuidava pertencer-lhe de outro, não estava ali e de quem as pernas sem força e os braços que não conseguiam num gesto, perguntavam-lhe como se sentia e calado, incapaz de responder não é a mim que perguntam"

 


publicado por BE Lerporquesim às 11:40
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim
.Janeiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. Já temos novo blog!

. Vem aí um novo formato pa...

. Vencedora do concurso de ...

. Dia da Filosofia

. Livro de Mês

. Outubro, Mês Internaciona...

. Outubro, Mês Internaciona...

. Livro de Mês

. Día de la Hispanidad en l...

. Outubro, Mês Internaciona...

.arquivos

. Janeiro 2013

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Janeiro 2009

. Outubro 2008

. Março 2008

. Janeiro 2008

. Maio 2007

.tags

. todas as tags

.links
.pesquisar